Eduardo Bolsonaro mira Alexandre de Moraes e defende pressão internacional
Durante uma entrevista exclusiva para a revista VEJA em Dallas, Texas, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, subiu o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e seu principal alvo: o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Eduardo, as chances de Moraes sofrer sanções internacionais, especialmente dos Estados Unidos, estão em '99%', algo que ele afirmou após conversas recentes com figuras do cenário político norte-americano, como o deputado Cory Mills e o secretário Marco Rubio — ambos republicanos e alinhados à pauta conservadora norte-americana.
Ele acusa Moraes de conduzir não só o julgamento do próprio Jair Bolsonaro, mas de ser o arquiteto de um 'tribunal armado', onde condenações seriam orquestradas para perseguir adversários políticos. Esse discurso já vinha crescendo nos bastidores da direita, mas Eduardo agora aposta na arena internacional para fazer pressão, alegando que só assim o Brasil pode ser inserido no radar dos grandes centros decisórios estrangeiros. E, na visão dele, esse movimento é o único capaz de dar visibilidade ao que chama de 'regime de exceção' brasileiro.
Estratégia: lobby estrangeiro, crítica ao STF e busca pelo comando da direita
A entrevista expôs uma mudança de postura de Eduardo. Sai a verborragia agressiva, entram palavras calculadas para construir o perfil de quem pretende liderar uma nova fase do conservadorismo. Ele reforçou que os esforços internacionais não são apenas legítimos, mas indispensáveis, pois o STF teria passado a comandar pautas que seriam do Congresso, enquanto, na opinião dele, partidos de esquerda usam o Judiciário para travar decisões legislativas e minar o funcionamento político do país.
Nesse contexto, Eduardo rebateu as críticas sobre uma potencial investigação do Ministério Público (PGR) envolvendo sua atuação nas articulações internacionais. Para o deputado, as conversas com representantes estrangeiros são totalmente legais e, até pouco tempo atrás, não recebiam atenção — até que políticos americanos, como Mills, decidiram abrir o debate publicamente.
No bate-papo, Eduardo não poupou a esquerda ao lembrar protestos organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e episódios como ataques e incêndios em ministérios em anos anteriores. Para ele, essas ações passaram impunes, o que demonstra dois pesos e duas medidas quando o alvo é o campo conservador.
Com um discurso que mistura inconformismo com autocrítica, Eduardo disse buscar o 'espírito de 2018' e admitiu que erros de estratégia em 2022 não podem se repetir. Ele deixou claro o desejo de se tornar o novo líder do ciclo conservador, apostando na mobilização das bases sem recorrer aos exageros retóricos do passado recente. Agora, o projeto mira não só a resistência dentro do Congresso, mas também alianças internacionais e maior articulação política para pressionar o Judiciário e preparar terreno para futuras disputas eleitorais.

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