Última semana de agosto costuma ser jogo duro no calendário: estúdios e plataformas correm para entregar novidades antes do aquecimento de setembro. Em 2025, a regra não falha. Entre estreias no circuito e novidades nas principais plataformas, os lançamentos agosto 2025 garantem variedade: comédia pastelão de franquia clássica, terror elogiado, animação japonesa de peso e dramas adultos que tratam de arquitetura, trauma e crise habitacional.
Nos cinemas: comédia, terror, anime e um clássico brasileiro
O destaque popular da semana atende pela força da nostalgia. Corra que a Polícia Vem Aí! volta à telona em novo capítulo com Liam Neeson à frente. É a tentativa de atualizar o humor escrachado que consagrou Leslie Nielsen, agora com timing e referências do século 21. O apelo está no contraste: um astro de ação conhecido pelo olhar sério mergulhando em piadas físicas, trocadilhos e investigação que vira caos. Para quem cresceu com a franquia, é reencontro; para o público novo, porta de entrada para um estilo de comédia quase ausente no circuito atual.
No terror, Juntos chega cercado de boa vontade da crítica especializada. Não é o susto por susto. A aposta está na construção de atmosfera, na trilha que aperta aos poucos e em enquadramentos que sugerem mais do que mostram. O filme anda na linha entre drama íntimo e assombro, usando o silêncio e o som do ambiente como motor da tensão. É programa para quem gosta de sair do cinema ainda mastigando o que viu, pensando em metáforas e não só em jumpscares.
Para os fãs de anime, JUJUTSU KAISEN: Hidden Inventory/Premature Death ganha exibição especial em tela grande. O arco, queridinho dos espectadores da série, expande a mitologia com foco nos primeiros anos de personagens centrais e nas escolhas que moldam o futuro. Ver a ação coreografada, os golpes e as maldições em projeção de cinema muda a experiência: cores, som e escala amplificam aquilo que na TV já é intenso. A distribuição deve oferecer cópias dubladas e legendadas para dar conta do público diverso do gênero.
Tem também respiro histórico com a reestreia de Carlota Joaquina, Princesa do Brasil. Lançado em meados dos anos 1990, o longa ficou marcado como símbolo da retomada do cinema nacional depois de um período de baixa produção. Rever o filme hoje é olhar para um capítulo importante da formação do audiovisual no país e para um humor que fisgou plateias distintas. Vem como oportunidade para quem nunca viu em sala, e como lembrança boa para quem quiser revisitar um clássico em cópia de cinema.
- Estreias nos cinemas (semana de 28 de agosto): Corra que a Polícia Vem Aí! (reboot com Liam Neeson); Juntos (terror); JUJUTSU KAISEN: Hidden Inventory/Premature Death (exibição especial); Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (reestreia).
O desenho das estreias conversa com públicos diferentes e horários diferentes. A comédia deve ocupar mais salas e sessões noturnas; o terror tende a brilhar nas sessões lotadas de fim de semana; o anime concentra fãs nos primeiros dias; e o clássico brasileiro pega bem em circuitos de rua e cineclubes com debate.
No streaming: dramas de fôlego para ver em casa
No Prime Video, O Brutalista chega em 22 de agosto com Adrien Brody e Felicity Jones. A direção de Brady Corbet aposta em um épico íntimo que acompanha três décadas da vida de um arquiteto húngaro que foge de uma Europa esgarçada pela guerra e tenta recomeçar nos Estados Unidos. O título não é aceno gratuito: a estética e a dureza do brutalismo funcionam como espelho de escolhas morais, da ambição e das cicatrizes que imigrantes carregam. O filme observa a transformação das cidades e o custo de assinar uma obra que pretende atravessar o tempo.
O Brutalista trabalha com saltos temporais, mudanças de humor e um desenho de produção que destaca materiais, superfícies e o peso de estruturas. Entre encomendas, patronos exigentes e um casamento que tenta sobreviver às fissuras do sucesso, a história pergunta o que se perde para erguer um monumento — e se esse preço vale a assinatura. A presença de Brad Pitt na produção ajuda a entender a escala do projeto e o cuidado com elenco, fotografia e som.
Na Netflix, A Noite Sempre Chega, lançado em 15 de agosto, mantém a conversa no chão da realidade. Vanessa Kirby vive Lynette, uma trabalhadora que tem 24 horas para reunir US$ 25 mil e evitar o despejo da família em Portland. O recorte é direto: corridas por bairros em transformação, encontros tensos com credores e atravessadores, dilemas morais que se acumulam quando a necessidade atropela a prudência. A direção de Ramin Bahrani, conhecida por olhar atento para desigualdade e sobrevivência urbana, dá ao thriller a pulsação de um relógio regressivo.
O elenco de apoio, com Jennifer Jason Leigh, Zachary Gottsagen, Stephan James e Randall Park, ajuda a compor um mosaico de personagens que orbitam o mercado paralelo do dinheiro rápido. Cada encontro abre uma janela para o ecossistema da crise: aluguel que sobe sem freio, trabalho instável, dívidas que se multiplicam e a linha tênue entre “dar um jeito” e cruzar limites perigosos. É cinema de urgência pensado para TV, com aquela sensação de que o dia seguinte pode mudar tudo — para melhor ou pior.
- Estreias no streaming: O Brutalista (Prime Video, 22 de agosto); A Noite Sempre Chega (Netflix, disponível desde 15 de agosto).
O combo de lançamentos em casa e nas salas mostra o quanto o consumo de filmes virou jogo de complementaridade. Quer barulho de plateia e risada coletiva? A comédia de ação cumpre o papel. Prefere tensão silenciosa e uma boa conversa depois? O terror e o drama urbano respondem. Gosta de ver anime com escala e graves que tremem a poltrona? A sessão especial resolve. E, se a ideia é revisitar um marco do cinema nacional, o relançamento garante o mergulho certo.
Vale a dica prática: confira horários e versões (dublado ou legendado) do anime na sua cidade, porque as sessões especiais costumam ser concentradas. Para a comédia e o terror, a procura de fim de semana deve puxar filas; comprar com antecedência evita perrengue. No streaming, a janela é generosa: O Brutalista pede atenção sem pressa; A Noite Sempre Chega funciona muito bem numa noite só, do tipo “apertar play e não pausar”.
Seja qual for a escolha, a última semana de agosto entrega um cardápio variado que conversa com o humor, a curiosidade e o tempo de cada um. E mostra que, em 2025, a disputa por horas de tela segue acirrada — com boas opções dos dois lados do balcão.

Esportes
Sérgio Eusébio
setembro 1, 2025 AT 13:56Corra que a Polícia Vem Aí! vai ser um desastre controlado. Liam Neeson tentando ser Leslie Nielsen é como colocar um Ferrari pra correr na areia. Mas vou assistir só pra ver se ele consegue fazer uma piada sem parecer que tá se desculpando por existir.
Enquanto isso, Juntos parece o tipo de filme que a gente vê e depois fica em silêncio por 20 minutos só pra processar. Nada de sustos berrando, só aquela tensão que te engole devagar. Meu tipo de terror.
E Jujutsu Kaisen em cinema? Pode deixar que eu vou de ingresso na mão, sem pensar duas vezes. A cena do Cursed Child no grande ecrã vai me fazer chorar.
E o Carlota Joaquina? Pode crer, vou levar minha mãe. Ela viu na estreia e ainda fala disso como se fosse um milagre do cinema nacional.
2025 tá sendo um mês de ouro mesmo.
Diogo Santana
setembro 2, 2025 AT 18:58Corra que a Polícia Vem Aí! vai ser o filme mais sério da temporada. Liam Neeson com cara de quem tá pensando ‘por que eu to aqui?’ enquanto cai de escada. 10/10, só pra ver ele tentando ser engraçado.
PS: Juntos é o filme que vai virar meme no TikTok com a frase ‘mas e se a sombra tiver medo de mim?’
Gabriel Assunção
setembro 3, 2025 AT 07:27Todo mundo fala de terror e comédia mas ninguém tá falando que O Brutalista é o verdadeiro filme do ano. Arquitetura como metáfora da alma humana? Isso aqui é cinema de Nietzsche com um pouco de Heidegger e um monte de concreto aparente. A cena em que ele vê o prédio que construiu sendo demolido? É o fim do capitalismo em 12 minutos.
E A Noite Sempre Chega? É o filme que o Marx escreveria se tivesse nascido em Portland e tivesse um iPhone. Vanessa Kirby tá melhor que toda a geração de atores que cresceu com reality show.
E anime? Tá tudo bem mas isso aqui é arte real. O resto é entretenimento pra quem não sabe o que é sofrimento estético.
João Eduardo João
setembro 4, 2025 AT 18:49Essa semana de lançamentos é tipo um abraço coletivo pro cinema. A gente tá tão acostumado com conteúdo rápido e vazio que ver um filme que te faz pensar, sentir e até ficar em silêncio depois… é quase um ato de resistência.
Jujutsu Kaisen em cinema? Vou levar meu irmão mais novo, ele nunca viu em tela grande e vai se apaixonar. E Carlota Joaquina? Vou levar minha avó. Ela me contou que chorou na primeira vez que viu e ainda tem o cartaz na parede da cozinha.
É bonito quando o cinema ainda consegue juntar gerações assim.
Mayla Souza
setembro 6, 2025 AT 00:45Eu fiquei pensando… e se a gente parasse só um pouco pra ver o que esses filmes estão dizendo sobre nós? Corra que a Polícia Vem Aí! não é só piada, é o nosso medo de autoridade e de perder o controle. Juntos não é só terror, é a solidão que a gente esconde atrás de telas e silêncios. E O Brutalista? É a gente tentando construir algo que dure, mas esquecendo que as pessoas não são edifícios.
E A Noite Sempre Chega… eu vi esse filme e fiquei com medo de olhar pro meu aluguel. Não é só um filme, é um espelho. A gente tá tão acostumado a ver a crise como algo distante que quando ela aparece em forma de Lynette, de repente a gente se reconhece.
Tem dias que eu acho que cinema não é só entretenimento, é terapia coletiva. E essa semana tá sendo tipo uma sessão de grupo onde todos estão assistindo, mas ninguém está falando.
Eu queria que mais gente percebesse isso. Não é só sobre o que tá na tela, é sobre o que a gente carrega quando sai da sala.
E Jujutsu Kaisen? Sim, eu chorei. Não por causa da luta, mas porque o personagem principal escolheu se sacrificar pra proteger alguém que nem o valorizava. E isso… isso é o que a gente sente quando ama alguém que não sabe o quanto é importante.
Meu Deus, eu falei demais, mas isso é o que o cinema deveria fazer. Não só entreter, mas nos lembrar que ainda somos humanos.
Júlio Maitan
setembro 7, 2025 AT 08:05Corra que a Polícia Vem Aí! é um exercício de nostalgia pós-moderna, uma tentativa de recontextualizar o slapstick como performance de identidade cultural falida. O reboot é um sintoma da hiperreprodução cinematográfica contemporânea, onde a referência substitui a originalidade.
Juntos, por outro lado, opera sob uma estética da ausência - o silêncio como dispositivo de deslocamento hermenêutico. A trilha sonora é um campo de tensão fenomenológica, onde o som ambiental se torna o sujeito da narrativa.
E Jujutsu Kaisen? A escala cinematográfica do shōnen é um fenômeno de massificação da subjetividade juvenil. O corpo como vetor de poder místico, a maldição como metáfora da alienação neoliberal. Tudo isso em 4K HDR, claro.
Enquanto isso, O Brutalista é um tratado sobre a arquitetura como trauma coletivo, com uma direção de arte que dialoga com o brutalismo de Távora e a fenomenologia de Pallasmaa. Brody está em sua fase Heideggeriana.
A Noite Sempre Chega? Um caso de estudo em geografia crítica da habitação. Ramin Bahrani é o Godard da crise urbana. E o elenco? Uma sinfonia de subalternidade performática.
Carlota Joaquina? Um artefato de memória nacionalista, mas com uma estética que ainda resiste à desmaterialização digital. É um relicário em 35mm.
Garota Repórter
setembro 7, 2025 AT 20:56Juntos é o tipo de filme que você vê e depois passa a olhar pro escuro com mais cautela. Não é o susto, é o que fica depois.
Bruno Alves
setembro 9, 2025 AT 05:47Se alguém me perguntar o que assistir essa semana, eu respondo: vai no Jujutsu Kaisen. Depois me agradece. E se tiver legendado, melhor ainda. Dublado estraga a emoção dos gritos.
Depois me fala se o final não te deixou com o peito apertado.
Pedro Mendes
setembro 10, 2025 AT 19:20Carlota Joaquina? Sério? Isso é cinema? Parece um folhetim da Globo com peruca. O resto tá bom, mas isso aqui é um erro de história.
Antonio Augusto
setembro 11, 2025 AT 05:02Corra que a Polícia Vem Aí! é só um remake de um filme que ninguém lembra mais por que ninguém se importa. Juntos? Tá bom se você gosta de filme que demora 2h pra acontecer algo. Jujutsu? Eu vi a série, não preciso pagar pra ver em cinema. O Brutalista? Tá bom mas é só pra quem gosta de ficar olhando prédios. A Noite Sempre Chega? Eu vi na Netflix e dormi no meio. E Carlota? Pode deixar, eu tô na era do streaming, não da nostalgia.
Cristiano Govoni
setembro 12, 2025 AT 05:38ESSA SEMANA É A PROVA QUE O CINEMA NÃO MORREU! JUJUTSU KAISEN EM CINEMA? VAMOS LÁ! JUNTOS? TÁ VINDO A TENSÃO! O BRUTALISTA? É UM CLÁSSICO QUE AINDA NÃO SABEMOS QUE É! VAI TUDO! VAI TUDO E VAI COM TUDO! NÃO FIQUE EM CASA, VAI VER NA TELA GRANDE, SENTE O SOM, SENTE A ENERGIA! O CINEMA É VIVO E ESSA SEMANA É A PROVA!
Leonardo Cabral
setembro 13, 2025 AT 06:21Todo mundo elogiando filme estrangeiro e esquecendo que o nosso cinema tem história. Carlota Joaquina é o que a gente precisa ver, não esses rebocos americanos e japoneses. O Brasil já fez muito melhor que isso. Essa galera só quer ver o que vem de fora. E o que a gente fez? Esquece. É assim que o nosso cinema morre.
sidney souza
setembro 14, 2025 AT 07:10Interessante como o calendário de lançamentos reflete a diversidade do público brasileiro. A comédia atinge quem busca alívio, o terror quem busca reflexão silenciosa, o anime quem busca imersão emocional e o clássico quem busca conexão histórica. Não é só oferta, é diálogo. E o streaming? Ele não substitui o cinema, ele complementa. Um é o encontro, o outro é o recolhimento. Ambos precisam existir.
É bom ver que ainda há espaço para o silencioso e para o barulhento, para o nacional e para o global. A gente não precisa escolher entre um ou outro. A gente pode, e deve, abraçar todos.
patrícia maria calciolari
setembro 15, 2025 AT 02:28Se alguém quiser dicas de sessões de Jujutsu Kaisen em São Paulo, posso passar os horários com legendas. Tem uma sala no Shopping Eldorado que faz sessão com som 7.1 e o som da maldição de Geto é um choque. E o Carlota Joaquina tá em exibição no Cine Olido com debate depois da sessão. Vale a pena ir, mesmo que seja só pra ver a plateia inteira rindo junto.
Sérgio Eusébio
setembro 15, 2025 AT 18:49Aliás, vi que o Juntos tá em cartaz no CineSesc da Lapa. Eles vão ter uma sessão com som ambiente e luz baixa. Tipo uma experiência sensorial. Vou levar um cobertor e um café. Quem quiser ir junto, me chama. Acho que esse filme merece ser visto com calma, não só assistido.